
Mesmo quem não sabe ja deve ter pisado, adimirado ou descansado em uma obra do paisagista Roberto Burle Marx ( 1909-1994). O artista cujo centenário de nascimento é em 4 de agosto de 2009 deixou sua "impressão digital" em paisagens de todo o mundo. Seu trabalho é celebrado na exposição " Roberto Burle marx 100 anos: A permanencia do instavel" aberta na sexta feira, no Paço Imperial(centro do Rio e que serviu de locação para a mini-série Capitu exibido pela rede Globo) A exposição revela incrusões de Burle Marx em outras aréas, como pintura, tapeçaria, painéis, croquis , gravura e obras em vidros. " Ele foi um desses artistas totais. A diversidade das obras impressiona,Em uma produção caudalosa , em varios meios, há comunicação entre todas; diz o curador da mostra Lauro Cavalcanti. projetos públicos e partyiculares de burle Marx são exibidos, desde o primeiro deles- a praça da Casa Forte (1935) em recife - ao ultimo, o Paque de kuala lampur(1994) na Malasia.e é em sua homenagem que eu transcrevo este artigo de Carlos Heitor Cony:
O JARDIM E A TORRE
A marcha da humanidade ao longo da história pode ser interpretada(mas não explicada) por duas metáforas que constam do livro mais importante da cultura ocidental; o paraiso perdido e a torre de babel. todo o resto, guerras invenções, produções de arte ou de pensamento, TUDO é banalisado pelos dois episódios lendários do "GENESIS" !
O Homem foi criado para ser feliz num jardim onde tinha de tudo e de tudo podia, menos conhecer o bem e o mal- atributo inalienavel do Criador. A maça não é o simbolo do ato sexual, como a maioria pensa. no lance com a serpente, o primeiro casal ja tinha filhos nascidos sem proveta. O castigo para o homem foi o suor do trabalho e para a mulher as dores do parto. Marcou o inicio do longo exiliono qual a humanidade sofre a nostalgia do Paraiso perdido. Camus fala disso em " OExilio e o Reino". O outro episódio foi a torre de Babel. Em busca do Paraiso do qual foram expulsos, os homens começaram a falar diversas linguas, mas não mais se entenderam, brigaram e separaram-se em tribos e nações. A obra comum foi abandonada. Cada um cada grupo que tratasse de sí. dai em diante, não foi encontrada uma tarefa que pudesse unir e reunir todos os homens.
Inconcientemente, a humanidade tenta reencontrar o caminho anterior à Babel, quando todos tinhamos a mesma linguagem e o mesmo objetivo: RECUPERAR O PARAISO do qual fomos expulsos. Dar fim ao exilio em algum lugar da história a espera. Duas buscas improvaveis. apesar das tentativas filosóficas religiosas e politicas, das evoluções e revoluções, os homens continuarão a não se entender na construção de um sistema- ou TORRE- que os leve de volta ao jardim pra sempre esperado e jamais alcançado.

































