segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mural de Franco Giglio no Edificio Anita



Na rua Emiliano Perneta , esquina com a Lamenha Lins, obserevem o Edificio Anita, em cuja fachada existe um mural de Franco Giglio com motivos mouro / espanhol.
 O mural composto de dois paineis de mosaico de  pastilhas vitrificadas, o vidrotil novidade tecnoligica do final dos anos 50, está precisamente em um pateo interno, na entrada voltada para a rua Lamenha Lins.


Giglio nasceu em Dolceacqua, na Itália, em 1937, vindo para o Brasil aos 21 anos. Sem formação acadêmica, começou a trabalhar com outro italiano, Antônio Mucci, estabelecido em Minas, que, entre uma infinidade de obras musivas, legou o único livro escrito até hoje sobre mosaico no Brasil: Compêndio Histórico-técnico de Arte Musiva, publicado pela Editora Ao Livro Técnico em 1962, esgotado há muito tempo.


 Ao final dos anos 50, Mucci fora convidado a realizar o painel “A Evolução da Moeda através dos Tempos”, na cidade de Juiz de Fora –  obra que permanece bem preservada, no prédio da Secretaria Estadual de Fazenda, antigo edifício do Banco Mineiro da Produção – em mosaico de pastilhas vitrificadas . Convidou Giglio para acompanhá-lo na empreitada. O filho de Dolceacqua aprendeu a técnica e não mais a deixou, passando a exercê-la em Curitiba, onde fixou residência e ateliê.



 Franco Giglio tornou-se muralista, tendo realizado trabalhos em mosaicos para o Cemitério de Curitiba, para a Assembleia Legislativa do Paraná, para o Colégio Lins de Vasconcelos e para outros prédios públicos e residências particulares. De grande afabilidade, fez um círculo de amigos fiéis entre os artistas paranaenses. Poty Lazarotto confiou a ele a realização de um de seus painéis em azulejos mais vistosos, o Monumento ao Tropeiro, e insistiu com ele para abrir o portfólio e exibir  seus desenhos.


 Jaime Canet convidou Giglio para executar o mural de motivos ibéricos em homenagem a sua mae Anita Canet na entrada do Condominio Edificio Anita, o primeiro  exemplar da arquitetura modernista em  prédios residências, do ano de 1958 em Curitiba. O edificio, vanguarda na época, apresenta pilotis em forma de "V", torres em lâminas "descoladas em meio nivel"e composição de fachada com inspiração mouro/espanhol, caracteristica dominante na arquitetura residêncial curitibana dos anos 50. Neste periodo , tem inicio o uso de pastilhas e outros elementos cerâmicos que irão caracterizar os edificios residenciais na nossa cidade.




Em 1975, Giglio casou-se com Roseli de Almeida e retornou à sua querida Dolceacqua. Passou a residir em Mantova, depois em Verona – onde um incêndio, ocorrido em 1979, devastou grande parte de seus antigos desenhos. O artista veio a falecer em abril de 1982, aos 44 anos de idade.

www.triciclopompeo.com.br

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