sábado, 11 de junho de 2022
Aqui tudo parece que ainda é construção e já é ruína.
Nosso pais é hoje 75% urbano e a cidadania pôr definição, surgiu na cidade. Nossos problemas cotidianos são, em sua maioria, urbanos. No Brasil as metrópoles crescem e se multiplicam com tal velocidade e furor que somos hoje recordistas de cidades inchadas em população e em problemas; As regiões metropolitanas reconhecidas como entidades especiais pela Constituição de 1988, é a grande esquecida; Nosso país tem muito pouco amor-próprio e um grande impulso de auto-destruição; e mais, constatamos atônitos que o Brasil é um pais de ruínas: as ruínas nas grandes cidades, onde os centros em geral foram descaracterizados e abandonados, num processo incessante de morte da memória e cancelamento dos vestígios históricos, as ruínas, que não são de decadência, mas de um pais novo que continua dando curso à sindrome da colonização predatória:
A nossa primeira elite, os colonizadores, só queria retirar da terra o que ela pudesse dar de riqueza para então abandona-la - fosse madeira, cana, ouro ou borracha . Nimgüem vinha para trabalhar, investir, permanecer. No Brasil talvez nunca tenha existido uma relação sagrada das pessoas com a terra, são coisas que só o olho estrangeiro repara, hoje não se tira mais dinheiro do chão, mas o desamor da elite ao pais parece ser o mesmo. Ela está sempre voltada para a metrópole, invejando seus moradores, tentando reproduzi-la aqui ou querendo se mudar para lá, a matriz apenas troca de nome:pode se chamar Lisboa no passado ou Miami agora, mas a síndrome é a mesma
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Alfeo Viero,
Alfeo Viero Filho
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