sexta-feira, 13 de novembro de 2020
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
FEED BACK
A importância do retorno - este tal de feedback ;
Em qualquer atividade que envolva terceiros, principalmente nas negociações e no desenvolvimento de projetos, devemos informar sempre aos parceiros e interessados sobre o andamento dos trabalhos. Quando as pessoas com quem interagimos notarem que recebemos, processamos e organizamos, sem perda de tempo, as trocas e os acordos que temos em comum, começarão a confiar mais em nós. Caso contrário, pensarão que não as levamos em consideração e criarão uma impressão negativa a respeito do nosso comportamento. Com certeza irão pensar que não temos interesse no assunto ou que somos irresponsáveis e péssimos profissionais.
Por isso, devemos nos habituar a informar sempre, sobre os estágios do trabalho que realizamos, nem que seja para dizer que até o momento nada foi feito ou ainda não temos nenhuma resposta e informação para oferecer. Este procedimento melhora o nosso bem estar mental e a qualidade dos relacionamentos - tanto pessoais quanto profissionais. E isto pode ser feito por meio de visitas, telefonemas, e-mails, mensagens por WhatsApp ou bilhetes. É uma ação que não custa nada, evita que os outros pensem mal a nosso respeito e influencia os próximos passos do projeto. O hábito de cientificar sobre a posição dos assuntos que nos cabem diretamente nos processos de trabalho ajuda a apressar algumas decisões.
É prática perguntar ao principal interessado a quem devemos enviar as informações e em quais situações e contextos devem recebê-las. A mensagem original deve ser dirigida aos que tratam diretamente conosco e as cópias aos demais? Isto nos deixará mais confortáveis e confiantes para exigir a contrapartida de ações.
Pagamos alto preço em termos de sentimento de desintegração, confiança e baixa estima quando quebramos um compromisso com alguém. Quando não lhe damos resposta sobre um trabalho comprometido e não finalizado. Deixar compromissos “na caixa de entrada” é alimentar fonte de incômodo persistente.
Todos os nossos acordos e promessas devem ser colocados na pasta auto-administração para ser regularmente acompanhados e revisados. Se não o fizermos perdemos muita energia psíquica, pois a promessa não cumprida é uma enorme fonte de sentimentos negativos que alimentamos a nosso próprio respeito. Por isso, pense bem antes de fazer acordos ou promessas. Muita da carga que carregamos é desnecessária e o querer agradar a todos é impossível e insano. Se firmar um compromisso com alguém, trate de cumpri-lo, se não puder renegocie o prazo de entrega.
Outra vantagem de informar aos parceiros sobre a situação dos projetos e tarefas que estão ao nosso encargo é que este comportamento faz o trabalho andar mais rápido e com mais eficiência. É como trabalhar em círculos: mexemos numa parte, ela se afeta e move outra e assim por diante até que volte à causa inicial - a nós mesmos. A partir daí, podemos dar passos mais precisos em direção ao resultado final. Acabativa é o nome do jogo e ele só é possível quando acompanhamos os processos o tempo inteiro. É a comunicação fluindo que faz a ligação entre todas as partes - como na química, ela é o catalizador que une as partes.
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
LEONOR HONORÊ VIERO
No início, utilizando uma bicicleta, ela visitava as clientes de casa em casa para vender as roupas compradas nas mais refinadas lojas de São Paulo.
O negócio prosperou e ela montou a primeira butique d&a cidade, a lendária Americana Modas, comercializando coleções femininas de grifes famosas e ditando o estilo e o bom gosto que marcaram o vestuário do mulherio cascavelense nas décadas de 70 e 80.Com a discrição e a elegância de sempre, dona Leonor Honoré Viero nos deixou no dia 10 de setembro de 2009 .
sábado, 15 de agosto de 2020
RONES DUMKE
A DESFIGURAÇÃO DA CASA
O EMISSÁRIADO DOS FALSOS FORA CHAMADO.
O MENSAGEIRO DA CASA DE PUTARIA,
CITAVA O CASTIGO DA DEFLORADA
PELO ACÓLITO NO BOSQUE SAGRADO.
NO RESPONSÓRIO DO BARDO,
A VOZ SOBREHUMANA DO ÍNCUBO,
NARRAVA NA JACULATÓRIA DO DESPOSSESSO,O FALSO MILAGRE DO CONVENTO.
domingo, 9 de agosto de 2020
ASSIM NA TERRA COMO NO CEU
com 32 caminhos maravilhosos de Sabedoria grava YAH, o Senhor dos Exércitos, q mora na Eternidade e cria seu universo, com 3 livros, com texto, com numero e com comunicação. Dez Sefirot do nada, mais 22 letras - fundação: 3 mães, 8 duplas e 12 elementares. Folego do folego, entalha e grava. tres são os Pais, sete os planetas e suas constelações, doze os limites diagonais. As 3, uma zumbe, outra assobia e Aleph é o decreto q decide entre elas. Os 7 são divididos em 3 e 3, com o decreto entre elas. Os doze estão em querra 3 a 3.E qdo o Pai viu isso, olhou, ponderou, gravou, esculpiu, permutou, desenhou e teve exito. E o Mestre de tudo, bendito seja, lhe beijou a cabeça e o chamou "Meu Amado",e fez uma aliança entre os dedos dos pés, a circunsição do membro e a aliança na língua,entre os dos dedos das mãos. Um sobre tres, tres sobre sete, sete sobre doze, vinte e duas letras para as permutações. Ele as inundou com água, inflamou-as com fogo e agitou-as com folego. queimou-as com 7 planetas e as dirigiu com as doze constelações. Texto do SEFER YETSIRÁ - pergaminho com 3.800 anos - para entender a Arvore da Vida q está guardada pelo Guardião - KERUB - com a espada flamejante.esse é o pricipio da Sabedoria, e ensina-nos a interpretar os nosso dias de tal maneira q alcancemos um coração entendido, e assim uma coisa se compreende a partir da compreensão da outra.
Pitágoras havia provado que o mundo dos sons é governado por números exatos. Assim, dirigiu sua pesquisa no sentido de verificar se o mesmo ocorria no mundo das imagens visuais. E nisso há um feito extraordinário. Olho ao meu redor: aqui estou nesta paisagem grega, colorida e maravilhosa, entre formas rústicas naturais e grotões órficos e o mar. Onde, sob este lindo caos, poderia ser encontrada uma estrutura simples, numérica?
A questão nos reporta às mais primitivas constantes de nossa percepção das leis naturais. Para encontrar a resposta é claro que devemos partir de dados universais da experiência. Há duas experiências nas quais nosso mundo visual se baseia: a gravidade é vertical e o horizonte é ortogonal à primeira. Essa conjunção, esse cruzamento de linhas no campo visual, fixa a natureza do ângulo reto; assim, se eu girasse esse ângulo reto sensorial (o sentido de 'para baixo' e o sentido de 'para os lados' ) quatro vezes, voltaria ao cruzamento da gravidade com o horizonte. O ângulo reto é definido por essa operação em quatro estágios, e, através dela, diferenciado de qualquer outro ângulo arbitrário”.
“Então, no mundo visual, na imagem do plano vertical que nos é apresentada pelos nossos olhos, um ângulo reto é definido por sua rotação em quatro estágios sobre si mesmo. A mesma definição é válida para o plano horizontal percebido, no qual, na realidade, nos movemos. Considerem esse mundo, o mundo da Terra plana dos mapas e dos pontos cardeais. Nele me encontro olhando através dos estreitos, de Samos para a Ásia Menor, na direção Sul. Tomo um sarrafo triangular e aponto-o naquela direção: sul (com o sarrafo triangular pretendo ilustrar as quatro rotações sucessivas do ângulo reto). Girando o sarrafo, de um ângulo reto, ele irá apontar para o oeste; mais uma rotação de um ângulo reto e estará apontando para o norte; numa terceira, o ponto apontado será leste; e, na quarta, e última volta, a apontar para o sul, para a Ásia Menor, nosso ponto de partida.
Não somente o mundo natural de nossa percepção, mas também o mundo por nós construído, obedece a essas relações. Tem sido assim desde os tempos em que os babilônios construíram os Jardins Suspensos, e mesmo antes, no tempo da construção das pirâmides pelos egípcios. Em um sentido prático, essas culturas já tinham conhecimento de um arranjo quadrado de construção, no qual as relações numéricas revelavam e formavam ângulos retos. Os babilônios conheciam muitas delas, talvez centenas dessas fórmulas, por volta de 2000 a.C. Os indianos e os egípcios conheciam algumas. Parece que estes últimos quase sempre usavam o arranjo quadrado, como os lados do triângulo constituídos de três, quatro ou cinco unidades. Não foi se não por volta de 550 a.C., que Pitágoras recuperou esse conhecimento do mundo dos fatos empíricos para o universo daquilo que hoje chamaríamos, da prova”.
“O ângulo reto é o elemento da simetria que divide o plano quatro vezes. Se o espaço plano apresentasse outro tipo de simetria, o teorema não seria verdadeiro; a verdade estaria em alguma outra relação entre os lados de outros triângulos particulares. E, note-se, o espaço é parte fundamental da natureza, tanto quanto o é a matéria, mesmo sendo (como o ar) invisível; nessa dimensão está a essência da geometria. A simetria não representa apenas uma sofisticação descritiva; à semelhança de outros pensamentos pitagóricos, ela busca a harmonia da natureza ”.
Do livro "A Escalada do Homem" de J.Bronowski
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
POCKET PARK
quarta-feira, 29 de julho de 2020
MOBILIDADE ELÉTRICA
Vivemos em um mundo onde a oferta de produtos é enorme. sinceramente, o mundo não precisa de mais um modelo de telefone celular, nem mais um modelo d automovel ou de tvê mas eu acredito que a inovação é pressuposto de um bom design eis a grande oportunidade do design brasileiro acostumado a fazer muito com pouco, acostumado a não se preocupar tanto com a frescura quando sempre faltou o essencial, o Brasil tem hoje a oportunidade de mostrar ao mundo que aqui se faz superdesign, e não apenas styling. Isso exige ousadia, pesquisa, investimento, e da a nossa criatividade e competência. Mas fará toda a diferença no futuro proximo, no qual a China continuará sendo o custo baixo, a Europa e os EUA, a sofisticaçã e a qualidade, e nós brasileiros poderemos ser os inovadores…por meio do design !
terça-feira, 28 de julho de 2020
DESIGN DESIRES
Conforto é uma cadeira ergonômica para que teu corpo esteja livre para fazer os movimentos que precisa enquanto trabalhas, sem que isso sacrifique a postura. Conforto é ter itens de segurança básicos para que dirijas teu veículo. Conforto é ter tempo livre. Esse não é um conforto que vem depois do sofrimento e para mitigá-lo, é o conforto que o previne :.
sábado, 25 de julho de 2020
ALFEO VIERO FILHO - ABRIGODESIGN
Graphic designer , city planer, architecture, landscape design new forms of urban space in its process of the area in landscape design: ethnoscapes, cyberscapes, finalscapes, we have worked on its “physical state” and were in a stage of deepening, increasing knowledge, experimenting new techniques and procedures, which were then destined to consolidate in which for many aspects was a model procedure. It has been satisfying to work for a company whose structure has been accurately organized since its foundation (1997) and continuously improved, with expert and motivated staff. I could also share the management and strategic choices with it reached good percentages on many of the issues in which we were engaged who will worked with extreme professionalism....If the times are not easy, we can say nonetheless to have been efficient but also sober and farsighted. This is Abrigodesign style. Enjoy us
CMS DR MARCIO DANTAS MENEZES - ARQUITETURA E DESIGN INTERIORES
"Um bom medico precisa ter total conhecimento da anatomia humana, aliado a noções de proporçao e sensibilidade que somente um dote artistico pode lhe porporcionar":.Arquitetura Corporativa para o CMS ( Centro de Medicina Sexual) Curitiba
quinta-feira, 23 de julho de 2020
LOVE IS THE LAW - LOVE UNDER WILL
As marcas devem ser fiéis ao conceito da personalidade que irão representar a imagem é o veiculo mais poderoso da comunicação, por isso o cuidado com sobre o que esta imagem ira refletir demanda muita atenção,seu estado de espírito: as cores podem agregar sentido às formas utilizadas na elaboração de uma marca, entretanto existem referencias que também influenciam nos sentimentos da pessoa que observa uma marca.O processo de aprender a fazer distinções mais precisas & úteis,a personalidade engloba todos os tipos de sentimento, inclusive os táteis, em que a atenção & os sentidos estão voltados para fora. ...Por meio deste estudo foi comprovado que podem ler mais rápido & compreender com maior facilidade o conceito com a exposição adequada de fundo & forma. É a luz da razão que suportada por novas concepções artísticas e possibilidades técnicas que permitem a libertação do design em direcção a um novo absoluto. A comunicação através da imagem foi o primeiro recurso utilizado pelo homem para fixar e transmitir suas idéias. Hoje, o design vem preencher essa lacuna da comunicação abrangendo diversas áreas e se tornando cada vez mais um investimento indispensável para o sucesso mercadologico e institucional de empreendimentos de qualquer porte. È a imagem a serviço da informação, com poder de diblar idiomas e barreiras e de atuar no limite entre o conciente compreensivel e o inconsciente.Somos responsáveis pela execução, consultoria e gestão de projetos em: Cenografia, Arquitetura e Interiores, Paisagismo, Programa de Identidade Visual & DesignCorporativo.
quarta-feira, 22 de julho de 2020
PET PORTRAIT
Pintura digital de Michelle Behar Ribeiro
Sobre a artista
Foi em meio a muitos pássaros, peixes, gatos e cores que Michelle Behar revelou sua habilidade de artista plástica, ilustradora e gravadora. Michelle Behar veio para o Brasil em 1975 e se naturalizou brasileira. Estudou Belas Artes na Universidade San Carlos de Guatemala e na Escola de Belas Artes de Genebra, na Suíça. Fez cursos de Gravura, no Museu Lassar Segal, em São Paulo-SP, e no Solar do Barão, em Curitiba-PR, e de Pintura Digital. Além disso, orientou cursos de Gravura em Linóleo e Litografia no Atelier de Gravura do Solar do Barão, ministrou cursos de extensão de Gravura, na Universidade Federal do Paraná, e cursos particulares de Pintura em Computador.
Suas obras estiveram em mostras individuais e coletivas de diversas partes do mundo, como Guatemala, Brasil, Estados Unidos, Cuba, El Salvador e Nicarágua. Alguns de seus trabalhos integram o acervo do Museu da Gravura, em Curitiba-PR, e do Museu Colméia, em Lages-SC. Entre as diversas curiosidades sobre sua carreira está o fato de uma de suas obras de Litografia integrar a coleção particular de Walt Disney
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
As Guerras Reencarnadas

"O caminho do inferno é pavimentado por todas as boas intenções que os humanos enunciaram ao longo do tempo, mas que nunca levaram à prática. Estamos no inferno da indolência que ainda por cima se reveste de empáfia. Porém, isso nos conduz também ao momento em que teremos de renunciar ao julgamento e condenação de nossos semelhantes, independente da profundidade e vileza de seus crimes, pois todo nosso reino humano, sem distinção, é ativamente culpado, por omissão ou por intenção, de ter conduzido o mundo ao estado em que se encontra atualmente. Não é mais o caso de julgamento ou condenação, agora teremos de praticar algo extremamente difícil, a redenção, o duro trabalho de recuperação de um mundo podre e decadente através do amor, do perdão e do estreitamento de vínculos de cooperação..." Nota introdutória, por Oscar Quiroga***
Palestina.
Há um famoso dito do Senhor Buda - “ódio não é detido com ódio; ódio somente termina com amor. Esta é a Lei Eterna”.Se a este grande princípio agregamos o fato de que há Karma, a Lei do Ajuste, e que onde houver ajuste que não se completa num ciclo existencial tal ajuste é carregado a outro, então poderemos ter uma visão do lado oculto dos horríveis eventos que acontecem na Palestina, na luta entre Judeus e árabes, ou se preferir, entre Árabes e judeus.Provavelmente há poucas pessoas que compreendem que Árabes e Judeus não apenas provêm de uma mesma linhagem semita, mas também estão proximamente vinculados por tradições culturais, como estariam verdadeiros primos. O capítulo mais fascinante da antiga relação destes dois povos está no Sagrado Koran do Profeta Muhammad da Arábia. Dentre as muitas traduções do Koran a melhor com que me deparei é aquela feita por A. Yussuf Ali em dois volumes. É proibitivamente cara, na Índia custa 32 rúpias. Ainda assim é uma bela tradução com o texto em árabe numa metade da página, à esquerda, e a tradução inglesa línea por línea à direita. O Sr. Yusuf Ali agrega um grande número de notas muito interessantes, resultado de seus muitos estudos sobre as religiões e inúmeras viagens.É à medida que lemos o Koran que encontramos como, pelo tempo em que o Profeta Muhammad da Arábia nasceu em 570 AD, ambos os árabes e judeus possuíam tradições em comum por compartilharem a mesma linhagem ancestral. Todos os principais personagens do Antigo Testamento são encontrados no Koran também. Moisés é mencionado inúmeras vezes, Abraham também, que é tido como o ancestral em comum entre árabes e judeus. Também são mencionados Adão, Ismael, Noé, Jacô, José, Isaac, Aaron, a Arca da Aliança, David, Golias, Samuel, Saul e inúmeras referências a Jesus, que é sempre chamado de Filho de Maria, já que para os muçulmanos é blasfêmia imaginar que Deus poderia ter um filho. A história de Moisés batendo na rocha de onde surgem doze nascentes de água, também é mencionada, e como destas doze nascentes separadas bebem as doze tribos de Israel.No tempo do nascimento do Profeta, Meca já era o centro sagrado de toda Arábia, já que na cidade está a Kaaba, o principal objeto de veneração, “a pedra que caiu do céu”, um grande meteorito que Burton examinou de perto quando fez a peregrinação se fazendo passar por árabe em 1853. Este lugar sagrado onde se encontra a pedra foi sacramentado por Abraham e Isaac. Ao redor da pedra havia 360 ídolos, também o grande deus Hobal e duas gazelas de ouro e prata. Além disso havia duas imagens, de Abraham e Isaac. Num dos meses do ano acontecia uma grande feira na Meca onde bens eram comercializados, na ocasião também havia intensa adoração religiosa aos ídolos. Pela tradição, durante esta época todas as lutas entre as tribos árabes eram suspensas enquanto durar a peregrinação.Séculos antes do nascimento do Profeta os Árabes viviam em Bactria e os Judeus na Mesopotamia. Eles tinham sido conduzidos para dentro da Arábia pelo expansionismo da Caldéia e Babilônia. Dentre os que foram forçados a fugir do avanço dos invasores também havia certas tribos cristãs que se instalaram na Arábia. Todos falavam uma língua em comum, ou pelo menos dialetos que podiam ser facilmente compreendidos entre si. As tribos judaicas assentaram-se na região próxima a Medina.O Profeta nasceu em Meca e sua família era da linhagem de custódios da Kaaba. Quando o Profeta recebeu a revelação do Anjo Gabriel instando-o a afirmar que “não há deus, mas O Deus”, os árabes adoradores de ídolos ressentiram sua interferência nas práticas idólatras e começaram a persegui-lo. Não se atreveram a matá-lo abertamente porque seu tio era o chefe a cargo da Kaaba. Histórias chocantes e dramáticas são contadas a respeito das dificuldades do Profeta depois de três anos de ministério, com somente 30 que aceitaram a revelação. Além dos poucos de sua própria família e certos viajantes de Medina, a cidade que fica ao norte de Meca, ninguém mais aceitou a revelação. Aqueles de Medina, chamados depois de Ansars, os Defensores, invitaram o Profeta a ir à Medina e ele aceitou o convite.Próximo a Medina tinham se assentado muitas tribos de judeus, dentre as quais estavam Beni-um-Nazir, Beni-Kuraisha, Beni-Kainu-Kaa. Havia também tribos cristãs, Harith, Hanifa e Tay. Como tanto judeus quanto árabes reverenciavam os profetas antigos, e como naquele tempo todos se voltavam à Jerusalem no momento das orações, encontramos no Koran o apelo do Anjo aos judeus, insistindo que o Profeta Muhammad estava diretamente na línea dos profetas, de Abraham, Moisés e Jesus, e que ele não estava particularmente revelando nada extraordinariamente novo. Diz o Koran:"Demos o livro a MoisésE o seguimentoCom a sucessão de Apóstolos;Demos Jesus o Filho de MariaCom sinais claros e fortalecidoCom o Espírito Santo. Será queSempre que vir a vocêsUm Apóstolo queVocês não desejam,Vocês vão se encher de soberba?A uns vocês chamam de impostoresA outros vocês aniquilam!"O Profeta considerava os judeus “o povo do Livro”, e como os judeus eram monoteístas e tinham o mandamento de Deus para não fazer imagens esculpidas, o Profeta considerava o judaísmo como uma variante de sua revelação, mais tarde chamada Islam. Os muhammadianos tinham por eles que o verdadeiro ensinamento de Cristo era também puro monoteísmo e que Jesus nunca se proclamou Filho de Deus e que foram os sacerdotes exploradores os que introduziram a sagrada trindade. Tão grande era a reverência prestada a Jesus, que as tradições do Islam sustentam que tão sagrado profeta nunca poderia ter sido morto pelos judeus, aceitam apenas que foi perseguido e maltratado. A pessoa morta pelos judeus não era o verdadeiro Jesus, mas só uma aparição, já que seria grande blasfêmia imaginar que tão grande profeta pudesse ser morto por agentes humanos.Em Medina, muitas tribos árabes eram hostis ao Profeta e sua Mensagem, o consideravam um revolucionário que tentava erradicar sua antiga adoração a muitos ídolos. Porém, o Profeta reuniu mais e mais seguidores, tanto entre os Defensores de Medina quanto dentre aqueles que tinham se juntado a ele em Meca. Várias tribos judaicas e árabes fizeram um pacto de amizade com o Profeta e seus seguidores; o pacto regulava relações mercantis e declarava particular tolerância entre os diferentes modos de adoração de cada tribo.Aqui começa a parte da história onde se narra que os tratados foram quebrados e árabes atacaram judeus e judeus atacaram árabes. Violações de pactos, assaltos, pilhagens das duas partes, tudo isso são fatos do período; hoje em dia não se consegue uma visão objetiva do que verdadeiramente tenha acontecido e, por isso, não se sabe mais quem está certo. Evidente que os historiadores árabes proclamam que foram os judeus que violaram o pacto e conspiraram com os inimigos do Profeta; enquanto que os historiadores judeus afirmam exatamente o contrário, culpam o Profeta e seus seguidores pela luta. Uma coisa é certa, incrível violência aconteceu e no fim os Judeus foram derrotados. Em primeira instância, enquanto se rendiam, era permitido que os judeus partissem com esposa e filhos, mas sem levar nenhum bem material ou propriedade com eles, o que, de acordo com a lei dos conquistadores era dividido entre os vitoriosos seguidores do Profeta. Porém, numa outra instância, depois que os judeus se renderam após longa e obstinada resistência, foram todos massacrados, incluindo as mulheres e crianças. Uma parte das acusações contra os judeus era que muitos deles, mulheres e homens, eram excelentes poetas e que escreviam poemas indecentes acerca do Profeta, que circulavam entre as tribos de seus inimigos.Assim, 1200 anos atrás havia ódio amargo e apesar de que os judeus foram dispersos da Arábia, o ódio não chegou ao fim. Os seguidores do Profeta se difundiram de país a país, ocidentalmente ao Egito e Espanha e orientalmente à Persia, Turquistão e Índia. A terrível conta de ódio entre árabes e judeus não estava fechada. E hoje em dia somos testemunhas da reencarnação desta antiga tragédia.Parte II: A reencarnação da Guerra – Romanos contra Judeus.
Enquanto Roma se expandia e conquistava país após país, foi uma questão de tempo que toda a Palestina e tudo que ficava além dela se tornasse um Protetorado de Roma. Os reis dos judeus eram confirmados em seus reinados, mas sujeitos à supervisão de Roma, que enviava um “Procurador”, um que sustentava um cargo semelhante ao de “Governador Geral” da Índia pelos ingleses. A história do relacionamento entre romanos e judeus é relatada no grande livro de Josephus, um judeu e sacerdote, também em certo período apontado como general pelos judeus. Uma incrível parte da história que ele narra é a da divisão entre os próprios judeus, cada grupo tramando contra os outros e tentando ganhar os favores dos romanos. As brutalidades de uns grupos contra os outros, como Josephus as expõe, relembram aquela de como Samuel, o escolhido de Deus, “corta Agag em pedaços perante Deus em Gilgal.” (I.Sam. 15.33)Não demorou muito e foi natural que os judeus se rebelassem contra o domínio romano. Depois das procuradorias de Poncio Pilatos, Félix e Festus, o problema foi concluído e o grande general romano Pompeu em pessoa conduziu as legiões romanas e Jerusalem foi capturada. Um incidente interessante é que, como os judeus não lutariam no dia do Sabbath, apesar de que poderiam defender-se se atacados, Pompeu, cujas legiões estavam fora da cidade além dos enormes fossos entre eles e os muros da cidade, ordenou seus soldados que trabalhassem enchendo os fossos no dia de Sabbath, mas sem combater os judeus.Assim, enquanto a cidade era tomada e a luta acontecia dentro do Templo, os sacerdotes que tinham de fazer as cerimônias continuaram sua adoração a Deus a despeito do tumulto ao redor deles. Pompeu, como um turista moderno, ingressou no Santuário do Templo onde, de acordo com a Lei judaica, ninguém além dos altos sacerdotes poderia entrar. Esta contaminação infligiu aos judeus profundo pesar. Josephus narra que apesar de haver muito dinheiro no Santuário, Pompeu não tocou em nada do que havia no Santuário e que no dia seguinte comandou aos sacerdotes que limpassem o Templo e que fizessem seus costumeiros sacrifícios. Isto ocorreu em 65 AC.A situação entre romanos e judeus se desenvolveu alternando períodos de submissão e periódicas rebeliões dos judeus. A tragédia culminou sob Titus, mas antes da tragédia, Josephus menciona uma razão que explica o porquê de os romanos, nunca pessoas gentis, comportavam-se com especial brutalidade com os judeus.“e naquela época havia um grupo que especialmente instigava as pessoas para a guerra, que fez um assalto a certa fortaleza de nome Massada. Tomaram-na pela traição e massacraram os romanos que lá estavam, colocando outros do mesmo partido a tomar conta. Ao mesmo tempo Eliazar, filho de Ananias o sumo sacerdote, um jovem muito ousado que então era governador do Templo, persuadiu aqueles que oficiavam os rituais a não receber nem presente nem sacrifício de qualquer forasteiro. Este foi o verdadeiro início de nossa guerra com os Romanos; porque sobre esse comando rejeitaram o sacrifício de César. Os sumos sacerdotes e os homens principais imploraram para não omitir os sacrifícios que era costumeiro oferecer, mas não prevaleceram.”A Cidade foi rodeada com três muros, os quais eram defendidos com grande heroísmo pelos judeus, mas finalmente os Romanos capturaram a cidade sagrada em 70 AD. Rebeliões de Judeus que tramavam ciladas contra os romanos se alastraram ao longo dos anos. Em 135 AD chegou o fim e a nenhum judeu foi permitido viver na Cidade Jerusalem.Hoje em dia é difícil encontrar algum judeu que seja puro semita. Mesmo nos anos iniciais não-judeus podiam tornar-se judeus, as mulheres ao se casar com um judeu e aos homens por aceitar o rito da circuncisão. Hoje há judeus poloneses, russos, ingleses, americanos, indianos e inclusive chineses. Por isso racialmente não há tal raça como a raça judia, há as tradições religiosas judias em quase todas as partes do mundo, onde quer que estes semi judeus se encontrem.Suponha você que se possa provar que os Romanos reencarnaram como britânicos (e penso Eu não ser tão difícil provar a tese), veriamos logo uma razão por que os britânicos foram arrastados para dentro do assunto da Palestina. O Karma horrível entre romanos e judeus, particularmente devido ao senso romano de dominação e com este a insensibilidade com que tratavam seus oponentes, criou-se um Karma que não terminou. O Karma reencarna no momento em que a Inglaterra assume perante a Liga das Nações o papel de Mandatária sobre Palestina. As tentativas de a Inglaterra ser justa tanto com judeus e árabes e o fracasso dessas é a história de hoje em dia. De que outro jeito se explicaria o fato de os judeus literalmente massacrarem 500 britânicos e ainda a Inglaterra gastar cem milhões de libras para envolver-se numa tarefa ingrata? Talvez apenas porque as velhas dívidas precisavam ser pagas com “sangue, suor e lágrimas”. Nós só podemos ansiar que o Karma tenha acabado quando a Inglaterra saiu da Palestina no 15 de maio passado, depois de ter dado seu melhor para trazer paz entre árabes e judeus para que vivam juntos com mínima medida de tolerância.Agora que a Inglaterra terminou seu Karma parece como se o problema do antigo Karma de ódio entre árabes e judeus tivesse sido transferido às 58 nações das Nações Unidas. O Karma transformou-se agora em Karma Mundial e todas as nações e seus povos são responsáveis daqui em diante pela solução deste antigo problema.
C. Jinarajadasa27 de maio, 1948Madras - India ****Este artigo foi publicado
Dizem que quando morremos vemos um filme de nossas vidas. Um resumo preciso e inexorável de tudo o que fizemos de bom e de
lastimoso surge numa tela, revelando as coisas inconfessáveis que escondemos dos outros e de nós mesmos.
Imaginar que o rito de passagem para o outro mundo, que a última peça do nosso "trânsito em julgado" consiste em assistir à
nossa vida como uma "fita de cinema" é, no mínimo, deslumbrante. Se tudo é concluído com um filme, estamos todos sujeitos,
também no além, a interpretações. Se a vida é um filme, nenhuma vida pode se reduzir a uma verdade única, pois todas são
dotadas de abundantes pontos de vista. A hipótese é interessante porque o cinema se abre a muitas verdades e eu estou seguro
de que a nossa maior tarefa nesta vida é a responsabilidade de interpretar o que - nesta fantasia - continua depois da
morte. A vida, como a fita, asseguram e reiteram que somos seres em busca de interpretações responsáveis.
Na cosmologia Católica Romana, mas não na luterana e na calvinista, podemos seguir para três e não dois, e apenas dois,
lugares: céu ou inferno. O purgatório, que relaciona mortos e vivos, figura como um ponto intermediário, ao lado do limbo -
esse não lugar inventado séculos antes da antropologia de Marc Augé. Uma paragem cujos oradores não têm filme!
De qualquer modo, a peça final desse "trânsito em julgado" é um grandioso ato interpretativo no qual os nossos advogados de
defesa e intérpretes (chamados trivialmente de anjos da guarda e santos da nossa devoção) estarão a postos para arguir a
nosso favor junto ao filme revelado.
Num inquérito antigo, a maioria estava convencida de que ia para o purgatório. O culto das almas do purgatório tem muitos
devotos. Há quem se esqueça que você está queimando; mas há quem se lembre de você e, interpretando sua vida positivamente,
reza por sua alma, poupando-lhe alguns milhares ou milhões de anos de fogueira.
No nosso catolicismo ibérico e relacional, o purgatório é a terra das interpretações, o paraíso da crítica, o lugar
privilegiado dos tribunais e um grandioso festival de cinema. Por isso eu digo que o mais importante nesta vida não é
acumular dinheiro e poder, mas atuar em histórias que possam render um Oscar.
Todo filme revela coisas insuspeitas. Você pensava que o pecado era leve, mas o filme revela detalhes de uma má-fé
surpreendente. O gesto, a voz e as mãos mostram, na fita, a sua maldade esquecida. Exprimem e denunciam intenções que fazem
parte do inconsciente do inconsciente. Sim, porque neste plano, o querer faz parte de um desejo e o desejo faz parte de uma
intenção e a intenção - que é parte de sua circunstância de vida - revela-se truncada pela mendacidade. Essa mendacidade que
recusa o bom senso sem o qual não se vive debaixo da lei. No filme final vemos tudo. Na vida terrena, esse mundo que inventa o cronista e a arte em geral, cada qual enxerga um pedaço. Sem a liberdade de todas as vozes, não se chega aos fatos, contados sempre de um só lado e por isso tidos como ficção. O problema, porém, é que os santos, os poetas e os filósofos descobrem contradições nos mandamentos. A igualdade pode ser incompatível com a liberdade do mesmo modo que o egoísmo, sem o qual não há autoestima, pode ser o fim do altruísmo e da caridade. Há casos de suicídio por amor e de santificação por meio do adultério. Que falem alguns livros do grande
Graham Green.
As múltiplas interpretações inventam críticos, hermeneutas, juízes e tribunais que, não obstante, podem também errar, mas a
quem atribuímos, como os árbitros de futebol, uma decisão - sem trocadilho - relativamente arbitrária. Pois quem merece
mesmo ir para o inferno, exceto uns poucos f.d.p? E o que é o destino senão um conjunto de erros com pessoas certas e de
acertos com gente errada? Se o homem se faz a si mesmo como ainda supomos - e se a neurociência deixar -, alguma instituição
tem que cortar o nó. E essa instituição não pode ser um ator interessado em escamotear papéis. Caso isso ocorra, o palco
desaba!
Termino com uma nota simples, clara e feliz. Quero externar minha alegria por ter de volta o Luis Fernando Verissimo, que
quase viu esse filme.



































