
Na rua Emiliano Perneta , esquina com a Lamenha Lins, obserevem o Edificio Anita, em cuja fachada existe um mural de Franco Giglio com motivos mouro / espanhol.
O mural composto de dois paineis de mosaico de pastilhas vitrificadas, o vidrotil novidade tecnoligica do final dos anos 50, está precisamente em um pateo interno, na entrada voltada para a rua Lamenha Lins.
Giglio nasceu em Dolceacqua, na Itália, em 1937, vindo para o Brasil aos 21 anos. Sem formação acadêmica, começou a trabalhar com outro italiano, Antônio Mucci, estabelecido em Minas, que, entre uma infinidade de obras musivas, legou o único livro escrito até hoje sobre mosaico no Brasil: Compêndio Histórico-técnico de Arte Musiva, publicado pela Editora Ao Livro Técnico em 1962, esgotado há muito tempo.
Ao final dos anos 50, Mucci fora convidado a realizar o painel “A Evolução da Moeda através dos Tempos”, na cidade de Juiz de Fora – obra que permanece bem preservada, no prédio da Secretaria Estadual de Fazenda, antigo edifício do Banco Mineiro da Produção – em mosaico de pastilhas vitrificadas . Convidou Giglio para acompanhá-lo na empreitada. O filho de Dolceacqua aprendeu a técnica e não mais a deixou, passando a exercê-la em Curitiba, onde fixou residência e ateliê.
Franco Giglio tornou-se muralista, tendo realizado trabalhos em mosaicos para o Cemitério de Curitiba, para a Assembleia Legislativa do Paraná, para o Colégio Lins de Vasconcelos e para outros prédios públicos e residências particulares. De grande afabilidade, fez um círculo de amigos fiéis entre os artistas paranaenses. Poty Lazarotto confiou a ele a realização de um de seus painéis em azulejos mais vistosos, o Monumento ao Tropeiro, e insistiu com ele para abrir o portfólio e exibir seus desenhos.
Jaime Canet convidou Giglio para executar o mural de motivos ibéricos em homenagem a sua mae Anita Canet na entrada do Condominio Edificio Anita, o primeiro exemplar da arquitetura modernista em prédios residências, do ano de 1958 em Curitiba. O edificio, vanguarda na época, apresenta pilotis em forma de "V", torres em lâminas "descoladas em meio nivel"e composição de fachada com inspiração mouro/espanhol, caracteristica dominante na arquitetura residêncial curitibana dos anos 50. Neste periodo , tem inicio o uso de pastilhas e outros elementos cerâmicos que irão caracterizar os edificios residenciais na nossa cidade.





2 comentários:
Este dois mosaicos de Franco Giglio talvez sejam menos conhecidos que outros do mesmo autor na cidade. Eles ficam meio escondidos na entrada do Edifício Anita, na Rua Lamenha Lins esquina com a Rua Emiliano Perneta.
Estão muito bem conservados e, conversando com um dos moradores do edifício, ficou claro o carinho que têm pelas obras.
Um deles retrata cenas de uma tourada e o outro cenas espanholas, mostrando dançarinas com castanholas e um tocador de guitarra.
Este dois mosaicos de Franco Giglio talvez sejam menos conhecidos que outros do mesmo autor na cidade. Eles ficam meio escondidos na entrada do Edifício Anita, na Rua Lamenha Lins esquina com a Rua Emiliano Perneta.
Estão muito bem conservados, ficou claro o carinho que têm pelas obras.
Um deles retrata cenas de uma tourada e o outro cenas espanholas, mostrando dançarinas com castanholas e um tocador de guitarra.
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